Hábito recorrente de Virginia Fonseca pode agravar queda capilar; especialista alerta para alopecia por tração

Uso frequente de coques, rabos de cavalo e penteados extremamente alinhados pode favorecer o enfraquecimento dos fios e comprometer a saúde do couro cabeludo

A recente preocupação de Virginia Fonseca com a queda de cabelo reacendeu um debate importante sobre os hábitos que podem contribuir para o enfraquecimento dos fios. Entre eles está um estilo de penteado que se tornou praticamente uma marca registrada da influenciadora: cabelos extremamente alinhados, com risca central bem marcada, acabamento com efeito molhado e presos em coques, rabos de cavalo ou no chamado “half bun” (meio coque), penteados que podem aumentar a tensão exercida sobre os fios e o couro cabeludo.

Segundo a médica dermatologista e especialista em transplante capilar Rebecca Atman, a repetição frequente desses penteados pode favorecer um quadro conhecido como alopecia por tração.

“A alopecia por tração acontece quando o cabelo permanece constantemente submetido a uma força mecânica excessiva. Penteados muito apertados, coques altos, rabos de cavalo bem presos e estilos que exigem forte tração dos fios podem provocar uma inflamação crônica ao redor dos folículos. Inicialmente, a pessoa percebe afinamento e quebra dos fios, mas, com o passar do tempo, pode ocorrer uma perda capilar permanente em determinadas áreas”, explica a especialista.

A médica destaca que o visual frequentemente adotado por Virginia reúne diversos fatores que aumentam essa tensão capilar.

“Quando observamos penteados com risca extremamente marcada, fios completamente esticados e fixados com produtos que mantêm o cabelo rígido por muitas horas, existe uma sobrecarga constante na raiz. O problema não está em usar esse penteado ocasionalmente, mas na repetição diária ou quase diária, sem períodos de descanso para o couro cabeludo”, afirma Rebecca.

Outros hábitos podem contribuir para o agravamento da queda

Além dos penteados, outros comportamentos frequentemente compartilhados pela influenciadora nas redes sociais também podem impactar a saúde capilar.

A prática intensa de atividade física, por exemplo, faz com que Virginia lave os cabelos diariamente. Embora a higienização do couro cabeludo seja importante, o excesso de manipulação dos fios associado ao uso frequente de secadores pode aumentar o ressecamento e a fragilidade capilar.

“Lavar os cabelos após os exercícios não é um problema. O que merece atenção é a combinação de lavagens muito frequentes com calor excessivo de secadores, especialmente quando isso acontece diariamente. Dependendo da temperatura utilizada e da condição dos fios, pode haver aumento da quebra, ressecamento e comprometimento da fibra capilar”, explica a dermatologista.

Outro hábito observado é o uso frequente de bonés. Embora o acessório não cause calvície diretamente, seu uso prolongado pode criar um ambiente de maior umidade e oleosidade no couro cabeludo.

“O boné não provoca queda de cabelo por si só. Porém, quando utilizado por longos períodos, especialmente após exercícios físicos e com suor acumulado, pode favorecer irritações no couro cabeludo e agravar condições dermatológicas já existentes, que também interferem na saúde dos fios”, diz.

Dietas restritivas também merecem atenção

A especialista ressalta ainda que oscilações alimentares podem ter impacto significativo na saúde capilar. Virginia costuma compartilhar períodos de dietas rigorosas para perda de peso seguidos de fases de alimentação mais flexível, algo que pode refletir diretamente nos cabelos.

“O fio de cabelo é extremamente sensível às mudanças metabólicas do organismo. Dietas muito restritivas podem gerar deficiência de proteínas, ferro, zinco e vitaminas essenciais para o crescimento capilar. Já as oscilações bruscas de peso e alimentação podem desencadear ou agravar quadros de eflúvio telógeno, que é uma queda capilar difusa bastante comum após períodos de estresse físico ou nutricional”, explica Rebecca Atman.

A médica reforça que a queda de cabelo costuma ser multifatorial e que a identificação precoce da causa é fundamental para evitar danos permanentes.

“Quando existe predisposição genética, alterações hormonais ou outros fatores associados, hábitos aparentemente inofensivos podem acelerar o processo de perda capilar. Por isso, qualquer queda persistente merece avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados”, finaliza.

(Foto: Reprodução/Instagram)

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