Compradores buscam lotes mais acessíveis e impulsionam vendas em Minas
O mercado de loteamentos em Minas Gerais no primeiro trimestre de 2026 revela uma mudança clara no perfil da demanda, com maior protagonismo de compradores em busca de produtos mais acessíveis e de menor ticket. Apesar da queda no Valor Geral de Vendas (VGV), que passou de R$ 1,02 bilhão para R$ 664 milhões na comparação anual, o número de unidades comercializadas cresceu 40,9%, indicando uma pulverização das vendas e maior adesão a lotes com preços mais baixos.
Esse movimento é especialmente evidente nos loteamentos abertos, que concentraram o crescimento das vendas e apresentam forte presença de produtos nas faixas entre R$ 150 mil e R$ 200 mil (40,5%) e acima de R$ 200 mil (28%). Já os lotes de até R$ 80 mil representam apenas 7,4% da oferta, sinalizando um mercado ainda pressionado por custos, mas com esforços para ampliar a acessibilidade. Nos loteamentos fechados, o perfil permanece mais voltado ao público de médio e alto padrão, com 51,8% dos produtos entre R$ 150 mil e R$ 300 mil e 28,5% entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de uma fatia relevante (17,6%) acima de R$ 500 mil.
Além do ticket, a metragem também reforça a adaptação à demanda: predominam lotes abertos mais compactos, entre 201 m² e 300 m², enquanto nos empreendimentos fechados prevalecem áreas maiores, entre 251 m² e 500 m². O conjunto dos dados aponta para um mercado mais segmentado, com crescimento sustentado pela busca por lotes mais acessíveis e pela diversificação do perfil dos compradores.

