Virginia, Carol Castro e outras famosas expõem a rosácea e ajudam a dar visibilidade à doença que afeta a pele e a autoestima
Abril marca o mês de conscientização sobre a condição inflamatória crônica que causa vermelhidão, sensibilidade e pode ser confundida com acne
Abril é reconhecido como o mês de conscientização sobre a rosácea, uma doença inflamatória crônica da pele que ainda gera dúvidas, diagnósticos tardios e impacto direto na autoestima de quem convive com ela. Apesar de comum, a condição ainda é cercada de desinformação, o que torna o debate público essencial, especialmente quando figuras conhecidas compartilham suas experiências.
Entre os nomes que já falaram abertamente sobre o tema estão Virginia Fonseca e Carol Castro, além de celebridades internacionais como Cameron Diaz e Prince Harry, que ajudaram a ampliar a visibilidade da doença. Ao exporem a realidade por trás da pele sensível e das crises recorrentes, eles contribuem para quebrar estigmas e incentivar o diagnóstico correto.
A rosácea costuma se manifestar principalmente na região central do rosto, com vermelhidão persistente, vasos aparentes e lesões que muitas vezes são confundidas com acne. Em casos mais avançados, pode causar espessamento da pele, especialmente no nariz, além de sintomas como ardência e dor.
De acordo com o dermatologista Gustavo Saczk, a condição ainda não tem uma causa única definida, mas já é possível identificar fatores que desencadeiam ou agravam o quadro.
“A rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele cuja causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas sabemos que existe uma combinação de predisposição genética com fatores ambientais. Entre os principais gatilhos estão o uso de produtos irritantes, exposição a temperaturas extremas, consumo de bebidas alcoólicas e situações de estresse emocional. Esses estímulos ativam uma resposta inflamatória na pele, levando à dilatação dos vasos e ao surgimento da vermelhidão persistente”, explica.
O especialista destaca que os sintomas vão além da aparência e podem afetar o bem-estar do paciente.
“Clinicamente, a rosácea se manifesta com vermelhidão nas bochechas, que pode se estender para o nariz, queixo e testa. Em muitos casos, surgem lesões semelhantes à acne, com pápulas e pústulas, além de uma sensibilidade aumentada que pode causar ardor, queimação e até dor ao toque. Em quadros mais avançados, pode haver espessamento da pele, principalmente na região nasal, o que chamamos de rinofima”, detalha.
Apesar de não ter cura definitiva, o tratamento é eficaz no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento médico é fundamental para identificar o tipo de rosácea e indicar a melhor abordagem.
“Hoje temos diversas opções terapêuticas que ajudam a controlar a inflamação e reduzir os sintomas. A luz intensa pulsada é bastante eficaz para diminuir a vermelhidão e os vasos aparentes. Também utilizamos medicamentos tópicos específicos, que atuam diretamente na inflamação da pele, além de antibióticos em casos mais ativos. Em situações selecionadas, o uso de isotretinoína, conhecida como roacutan, pode ser indicado. Mas é importante reforçar que o tratamento deve ser individualizado, respeitando as características de cada paciente”, afirma.
A conscientização é um passo essencial para evitar automedicação e diagnósticos equivocados. Ao reconhecer os sinais e buscar orientação especializada, é possível controlar a doença e reduzir seus impactos.
Mais do que uma questão estética, a rosácea é uma condição de saúde que merece atenção contínua. E, ao ganhar visibilidade através de relatos públicos, abre espaço para informação, acolhimento e tratamento adequado.

